segunda-feira, 14 de julho de 2008

Febre


A febre é a manifestação de doença mais comum em pediatria e um dos motivos mais freqüentes de consulta urgente.
Define-se como um aumento da temperatura corporal acima da normal variação diurna: geralmente oscila entre os 36 -37°C de manhã até perto de 38°C à tarde (temperatura retal).
A temperatura axilar apresenta valores mais baixos (cerca O.5°C em relação à oral e 1°C em relação à retal). É comandada pelo centro termorregulador hipotalâmico, como resposta a infecções mas também inflamações, tumores e traumatismos. É medida pela aplicação de um termômetro nas cavidades oral ou retal, mas também se pode aplicar na zona axilar ou das virilhas, embora aqui haja menos exatidão. Hoje em dia, por motivos ecológicos devidos à toxicidade do mercúrio, os termômetros de mercúrio estão a ser substituídos pelos termômetros eletrônicos, que se utilizam da mesma maneira, com a vantagem de emitirem um som quando completam a medição, e de poderem guardar os valores em memória.
As temperaturas retais refletem mais estreitamente a temperatura interna. No entanto, esta avaliação é desconfortável e tem riscos potenciais (traumatismo). A temperatura axilar, de mais cômoda avaliação na criança, é usualmente 1°C mais baixa que a correspondente retal.
A febre é um sintoma que tem valor como indicadora de doença e não como doença em si própria. Assim, sempre que possível, a causa da febre deve ser identificada e tratada.
A febre desempenha um papel importante como mecanismo de defesa contra a infecção. A subida da temperatura é uma maneira do organismo se defender contra as infecções: pode destruir os microorganismos causadores, que são sensíveis às alterações de temperatura, e vários processos envolvidos no combate à infecção têm maior atividade a uma temperatura acima da normal. Raramente cursa com complicações, pelo que a sua terapêutica deve ser racionalizada.

Fonte: www.arsc.online

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