quinta-feira, 31 de julho de 2008

Pizza


Ingredientes

Massa integral
- 1 envelope de fermento biológico em pó
- 500g de farinha integral
- 500g de farinha de trigo
- 1 colher de sopa de sal
- 2 colheres de sopa de açúcar
- 700ml de água morna

fonte:http://cyberdiet.terra.com.br/cyberdiet

Molho de Tomate
- 400g de tomates maduros
- 1 colher de sopa de sal
- 1 colher de sopa de orégano

Recheio da pizza
- 1 cenoura ralada
- 1 abobrinha ralada
- 1 cebola em rodelas
- 200g de peito de peru
- 300g de mussarela de búfala ralada
- 1 colher de sopa de azeite
- 1 colher de chá de sal
- 1 colher de chá de orégano

Modo de Preparo

Massa integral
Misture as farinhas e despeje em uma superfície lisa e seca, acrescente o açúcar, sal, o fermento e misture. Faça um buraco no meio da mistura e vá juntando água aos poucos, misturando e tomando cuidado para não escorrer. Sove a massa. Se for necessário, adicione um pouco de farinha. Deixe a massa crescer coberta com um plástico por cerca de 30 minutos. Polvilhe a superfície com a farinha de trigo e abra o disco de pizza. Coloque o molho e depois o recheio. Leve para assar.
Rendimento da massa: 9 discos de pizza

Molho de Tomate
Bata no liquidificador os tomates cortados em quatro, o sal e o orégano.
Rendimento do molho: 7 conchas

Recheio da pizza
Rale a abobrinha, a cenoura e a mussarela de búfala. Corte a cebola em rodelas. Em seguida monte a pizza, coloque o molho na massa, salpique a cenoura, a abobrinha, o sal, adicione o peito de peru. Depois coloque a mussarela de búfala e a cebola. Regue com azeite e salpique orégano.

Fonte:http://cyberdiet.terra.com.br/cyberdiet

Sódio – consuma na medida certa




O sódio é um mineral presente em diversos alimentos, mas é constituinte principal do sal de cozinha (cloreto de sódio – NaCl)
Em quantidades excessivas, este mineral pode prejudicar a saúde. Mas você sabe porque? O sódio participa de funções básicas no corpo, como equilíbrio ácido-base, equilíbrio de água no organismo, contração muscular, impulsos nervosos, ritmo cardíaco, entre outros, sendo então fundamental para a saúde física.
Porém, consumir excessivamente o sódio faz com que ocorra a liberação de alguns hormônios, que causam a retenção de líquidos, aumentando a pressão sanguínea o que é ruim para o organismo por sobrecarregar o coração e principalmente para quem já possui hipertensão arterial.
Já a restrição do consumo de sódio diminui a pressão arterial, e segundo alguns estudos reduz a mortalidade por doenças como acidente vascular encefálico e na regressão da hipertrofia ventricular esquerda. A restrição do consumo de sódio pode ainda reduzir a excreção de cálcio pela urina, contribuindo para a prevenção da osteoporose em mulheres idosas.

“A Sociedade Brasileira de Hipertensão recomenda que a ingestão de sal seja de 6 g por dia, o que equivale a
1 colher de chá”
Por isso, a diminuição de sódio deve ser feita não apenas por pessoas hipertensas, mas pela população em geral. Mas não é só o sal que possui sódio, frutos do mar, alimentos enlatados, conservas, embutidos e defumados são ricos em sódio.
Existem hoje no mercado produtos substitutos de sal, contendo cloreto de potássio em substituição ao cloreto de sódio e podem ser consumidos, principalmente para pacientes hipertensos.
O sal (cloreto de sódio – NaCl) foi o primeiro tempero da civilização, é um dos conservadores mais antigos, tanto de uso doméstico como industrial, impedindo o desenvolvimento de microorganismos que deterioram os alimentos.
Ele é uma substância sólida branca, que tem o poder de salgar os alimentos, deixando-os mais saborosos, o que agrada o paladar de todos. Mas é importante consumir na quantidade adequada, para não prejudicar sua saúde.
A Sociedade Brasileira de Hipertensão recomenda que a ingestão de sal seja de 6 g por dia, o que equivale a 1 colher de chá. Essa recomendação é válida para a população de uma maneira geral. Para os hipertensos deve haver uma variação da ingestão, de acordo com cada caso, mas a restrição pode atingir até 35 mg ou menos por dia.

Conheça os tipos mais consumidos de sal:

Sal refinado: O mais utilizado no preparo de alimentos. De acordo com a lei, no sal de cozinha deve ser acrescentado iodo para evitar o bócio.

Sal marinho: É apenas moído. Não é refinado e por isso não possui a obrigatoriedade da adição do iodo.

Sal grosso: Não é refinado, assim como o sal marinho também é moído. É muito utilizado para churrascos.

Atente para os conselhos a seguir para redução no consumo de sal:

- Não utilize saleiro na mesa durante a refeição;
- Prepare os alimentos com uma quantidade mínima de sal;
- Utilize temperos naturais, como alho, cebola, ervas aromáticas, etc.
- Evite alimentos industrializados, dê preferência por consumir alimentos naturais.
- Leia sempre os rótulos dos produtos e verifique a quantidade de sódio dos alimentos industrializados.
- Nem sempre uma comida com pouco sal significa uma comida sem gosto, sem graça, use e abuse com as ervas aromáticas, como: manjericão, alecrim, orégano, salsinha, sálvia, tomilho e outras.

Fonte:http://cyberdiet.terra.com.br/cyberdiet

Casamento feliz e estresse do trabalho


A satisfação da mulher com o casamento pode afetar a rapidez com que ela se recupera de um dia de trabalho duro, de acordo com um estudo da Universidade da Califórnia. Avaliando 60 casais, os autores observaram que as mulheres mais felizes no casamento tendem a se recuperar melhor após um dia estressante no trabalho. Na pesquisa, todos trabalhavam em horário integral e tinham dois ou três filhos. Por quatro dias, eles relataram o estresse diário no trabalho, a satisfação no casamento, e tiveram colhidas amostras de saliva quatro vezes ao dia. Os especialistas constataram que, após um dia estressante de trabalho, os níveis de cortisol, hormônio do estresse, na saliva caiam mais rapidamente naquelas que relatavam maior satisfação com o casamento.

(Health Psychology, janeiro de 2008)

O segredo da felicidade a dois




Embora fôssemos uma família humilde, minha mãe sempre preparava com muito carinho a primeira refeição do dia. Era ovo frito com farinha, outro dia era ovo escaldado, pão com ovo... Tudo feito com simplicidade.

Ao acordar, naquela manhã, quando retornei da lua-de-mel para ir ao trabalho, pensei que encontraria a mesa posta, o café da manhã preparado. Como estava acostumado com os hábitos de mamãe, pensei que acordaria com aquele gostoso cheirinho que vinha sempre da cozinha lá de casa.

Olhei para o lado e vi minha esposa, dormindo profundamente. Feito um anjinho - de pedra! Raspei a garganta, fiz barulho tentando acordá-la. E nada!

Fui para o trabalho irritado, de barriga vazia. O local do trabalho ficava a uns cinco minutos do apartamento que alugávamos.

Ao me sentar à mesa de trabalho, sentindo o estômago roncar, abri a Bíblia no seguinte trecho: "Façam aos outros a mesma coisa que querem que eles façam a vocês"
(Lc 6:31). Disse pra mim mesmo: "O Senhor não precisa dizer mais nada." Lá pelas nove horas da manhã, hora em que se podia tirar alguns minutos para o café, dei um jeito de ir até o apartamento, não sem antes passar em uma padaria e comprar algumas guloseimas. Preparei o café da manhã e levei na cama para Neusa. Ela acordou com aquele sorriso tão lindo!

Estamos para completar Bodas de Prata. Nesses quase 25 anos de casamento, continuo repetindo esse gesto todos os dias. E com muito amor! Estou longe de ser um bom marido, mas a cada dia me esforço ao máximo. Tenho muito a melhorar; tenho de ser mais santo, mais paciente, mais carinhoso. Sinto-me ainda longe disso, pois o modelo que estou mirando é Jesus: "Marido, ame a sua esposa, assim como Cristo amou a igreja e deu a Sua vida por ela" (Ef 5:25).

O casamento é um desafio, pois a todo o momento temos que perdoar e pedir perdão. A cada dia temos que buscar forças em Jesus, pois sem Ele nada podemos fazer
(Jo 15:5). Quando Paulo se despedia dos cristãos em Éfeso, citou uma bela frase de Jesus (que, aliás, não está nos Evangelhos): "É mais feliz quem dá do que quem recebe" (At 20:35). Quando se descobre isso no matrimônio, descobre-se o princípio da felicidade.

Por que muitos casamentos não têm ido adiante? Porque o egoísmo tomou conta do casal. É o "cada um por si" que vigora. Estamos na sociedade do descartável: copo descartável, prato descartável, etc. Mas pessoas não são descartáveis: e o que não é descartável precisa ser cuidado para ser durável.

O mundo precisa do testemunho de casais de que o matrimônio vale a pena! E, para que isso aconteça, é necessário um cuidado amoroso e carinhoso por parte do marido e da esposa. Ambos têm o dever de cuidar um do outro com renovados gestos de carinho e perdão diariamente.

É preciso declarar todos os dias o amor, em gestos e palavras. A primeira palavra que sempre digo para minha esposa ao iniciar o dia é: "Eu amo você."

Não é fácil dizer isso, às vezes, pois muitas vezes acordo de mal comigo mesmo. Então, faço uma oração pedindo ao Espírito Santo e Ele me dá a força do amor para amar naquele dia. Recebo de Deus a força do perdão.

Faça isso agora também. Declare seu amor!

Aos solteiros e aos que ainda não se casaram, quero dizer o seguinte: se você estiver pensando em casar para ser feliz, não se case! Fique como está, solteiro mesmo. Mas, se sua intenção é casar para fazer alguém feliz, case-se e você será a pessoa mais feliz do mundo! O segredo da felicidade é fazer o outro feliz. Quem disse isso foi Aquele que mais entende de felicidade: Jesus.

(Autor desconhecido)

terça-feira, 29 de julho de 2008

Café em excesso pode afetar fertilidade, diz estudo


Uma pesquisa de uma universidade da Holanda afirma que café em excesso pode reduzir as chances de gravidez em mulheres que já têm problemas de fertilidade.
Os cientistas da Universidade Radboud, em Nijmegan, pesquisaram 9 mil mulheres que tinham recebido fertilização in vitro para ver se engravidavam naturalmente.
Cerca de uma em cada sete conseguiu. Mas a pesquisa mostrou que as chances de concepção diminuíram em cerca de 26% entre as mulheres que bebem mais de quatro xícaras de café por dia.
Os pesquisadores estudaram todas as mulheres que tinham recebido o tratamento de fertilização in vitro na Holanda entre os anos de 1985 e 1995.
Eles descobriram que 16% das mulheres acabaram concebendo naturalmente e 45% dentro de seis meses do último tratamento.
Especialistas afirmam que as descobertas se aplicam apenas a mulheres com baixa fertilidade, que querem maximizar suas chances de gravidez.
Bea Linsten, que liderou a pesquisa, afirmou em uma conferência que as pacientes precisam ser aconselhadas sobre formas de aumentar as chances de uma gravidez natural.
"Temos que lembrar nossas pacientes de que elas podem influenciar suas chances de uma gravidez espontânea depois do (tratamento de) fertilização in vitro com um estilo de vida saudável", afirmou ela na conferência da Sociedade Européia para Reprodução Humana e Embriologia, em Barcelona.
Fumo e álcool
No acompanhamento das mulheres entre 1985 e 1995, os pesquisadores usaram também questionários para analisar como outros aspectos do estilo de vida de uma mulher podem afetar as chances de gravidez.
Ingerir bebidas alcoólicas pelo menos três vezes pode semana apresentou o mesmo risco que o consumo excessivo de cafeína.
Fumar mais de um cigarro por dia e estar acima do peso reduziram ainda mais as chances de gravidez.
Segundo estimativas dos cientistas, uma mulher de 36 anos, fumante, que bebe muito café e bebidas alcoólicas, está acima do peso e que passou por três tratamentos de fertilização in vitro tem 5% de chance de uma gravidez natural.
Se esta mulher estivesse no peso considerado saudável e não fumasse ou ingerisse muita cafeína ou álcool, a chance aumentaria para 15%.

Cautela
Alguns especialistas em fertilidade afirmam que as descobertas do estudo holandês precisam ser examinadas com cautela.
"Apesar de os resultados do estudo serem interessantes, existem limitações claras nestas descobertas, pois pacientes que passaram por (um tratamento de) fertilização in vitro são um grupo seleto, que já teve problemas de concepção", disse Fiona Ford, do Centro para Nutrição na Gravidez, da Grã-Bretanha.
"Não há nada neste estudo que dá uma razão para mudar o aconselhamento às pacientes."
O professor Bill Ledger, especialista em fertilidade da Universidade de Sheffield, afirmou que a cafeína pode ter, potencialmente, um efeito moderado, porém tóxico, nos ovários e esperma, o que poderá ser um problema para aqueles com baixa fertilidade.

fonte: Ciência e saúde. www.globo.com

Casar com fumante 'eleva em até 72% risco de infarto'


Ter um cônjuge fumante pode aumentar em até 72%, no pior dos casos, o risco de sofrer ataque cardíaco, indicam os resultados de uma pesquisa conduzida na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
Analisando os dados de mais de 16 mil pessoas, a investigação estimou que um ex-fumante que se casa com alguém que fuma tem até 72% mais chances de ter um infarto que se fosse casado com um não-fumante.
No caso de pessoas que nunca fumaram, ser casado com fumantes aumenta os riscos em 42%, estimou a pesquisa, que sairá na edição de setembro da revista cientifica American Journal of Preventative Medicine.
Os pesquisadores não observaram aumentos de risco de infarto quando o cônjuge já largou o fumo, eles afirmaram.
Os dados de pessoas com mais de 50 anos foram tirados do levantamento nacional Health and Retirement Study (HRS) de 1992 1993, 1998 e 2004.
A incidência de infartos foi acompanhada em cada pessoa por em média 9.1 anos. Os cientistas ajustaram os modelos anulando outros fatores de risco, como idade, genética, renda, obesidade, uso de álcool e doenças que podem prejudicar o coração.
Embora o fumo passivo seja amplamente aceito como fator de risco para doenças coronárias, poucos estudos investigam a associação entre este fator e os riscos de infartos.
"Os benefícios à saúde de abandonar o fumo provavelmente se estendem para além do fumante individual", escreveu, no artigo, a pesquisadora M. Maria Glymour, da Escola de Saúde Pública de Harvard.
"Também afeta seus cônjuges, com a potencial multiplicação dos benefícios ao se parar de fumar."
fonte: Ciência e saúde. www.globo.com

Comer mais no café da manhã ajuda a emagrecer, diz estudo


Pesquisadores dizem quem come mais de manhã sente menos fome durante o dia.

O café da manhã pode ser realmente a principal refeição do dia para aqueles que estão tentando perder peso, segundo um estudo apresentado nesta semana no encontro anual da Sociedade de Endocrinologia, em San Francisco.
O estudo, conduzido por uma pesquisadora do Hospital de Clínicas de Caracas, na Venezuela, em parceria com a Universidade Virginia Commonwealth, nos Estados Unidos, demonstrou que mulheres obesas que comeram metade de suas calorias diárias logo de manhã por vários meses acabaram emagrecendo mais do que aquelas que comeram menos no café da manhã.
A pesquisadora Daniela Jakubowicz, do Hospital de Clínicas de Caracas, disse aos presentes no encontro de San Francisco que comer pouco no café da manhã pode fazer com que a pessoa sinta necessidade de comer mais durante o dia.
Em um estudo com 94 mulheres obesas e pouco ativas, Jakubowicz comparou os resultados alcançados com uma dieta que incluía café da manhã reforçado com os verificados em uma dieta pobre em carboidratos.
A dieta pobre em carboidratos continha 1.085 calorias por dia - a maioria vinda de proteínas e gorduras. Nessa dieta, o café da manhã era a menor refeição do dia - 290 calorias, com apenas sete gramas de carboidratos.
Já a dieta com o café da manhã reforçado tinha mais calorias - 1.240 - com uma proporção menor de gordura e maior de carboidratos e proteínas. Nessa dieta, o café da manhã tinha 610 calorias, enquanto o almoço tinha 395 e o jantar, 235.
Quatro meses depois, as que estavam na dieta baixa em carboidratos pareciam estar perdendo mais peso do que as outras.
No entanto, oito meses depois, no final do estudo, a situação se reverteu, com aquelas na dieta baixa em carboidrato voltando a engordar, enquanto as que comiam a dieta com um café da manhã reforçado continuavam a perder peso.
Ao final, as que comeram a dieta com um café da manhã rico perderam 21,3% de seu peso, enquanto as outras, apenas 4,5%.
Mais saudável ou mais interessante?
De acordo com Jakubowicz, um café da manhã mais rico é mais eficiente em ajudar a perder peso, porque faz com que as pessoas se sintam mais satisfeitas e saudáveis durante o dia, já que inclui mais fibras e frutas.
Alex Johnstone, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Rowett, em Aberdeen, disse que outros estudos têm mostrado que dietas baixas em carboidrato podem ser uma "boa ferramenta" para reduzir o peso rapidamente, mas não servem "para a vida toda".
Para ela, o fato de as mulheres nessa dieta terem voltado a engordar na pesquisa pode ser explicado pela monotonia do regime.
"Pode ser que seja simplesmente mais fácil para pessoas que comem uma dieta rica em carboidratos seguir o regime por mais tempo", ela afirmou.
Já uma porta-voz da Fundação Britânica de Nutrição disse que há evidências de que um bom café da manhã pode ajudar quem quer perder peso.
"Isso é provavelmente porque quando não comemos um bom café da manhã temos mais chances de ficar com fome antes do almoço e comer alimentos açucarados e gordurosos, como biscoitos ou bolos", ela disse.

fonte: Ciência e saúde, WWW.globo.com

Exercitar-se 1h por dia 'é chave' para emagrecer, diz estudo.


Um estudo conduzido por pesquisadores americanos sugere que mulheres que desejam perder peso e manter a nova forma devem se exercitar pelo menos 55 minutos durante cinco dias da semana.
Os especialistas, da Universidade de Pittsburgh, acreditam que a combinação de uma dieta alimentar baixa em calorias e a prática de exercícios físicos por quase uma hora diária é o segredo para perder 10% do peso e não voltar a engordar.
Os cientistas acompanharam um grupo de 200 mulheres obesas ou acima do peso durante quatro anos.
Elas foram instruídas a consumir entre 1.200 e 1.500 calorias diárias e foram divididas em quatro programas diferentes de exercícios, com variações na intensidade e na freqüência.
Após seis meses, os especialistas observaram que todas as mulheres dos quatro grupos haviam perdido até 10% do peso, mas apenas um quarto delas, por terem continuado a se exercitar cerca de 275 minutos por semana, não voltaram a engordar.
Na avaliação dos cientistas, é preciso rever as atuais recomendações médicas para ajudar pessoas a reduzir o peso.

Recomendações
"As recomendações atuais aconselham 30 minutos diários de atividade física moderada, um total de 150 minutos por semana. No entanto, há um consenso crescente que sugere que mais exercícios são necessários para garantir emagrecimento a longo prazo", afirmou o coordenador da pesquisa, John M. Jakicic.
Ainda na opinião do especialista, além dos exercícios, é preciso manter a mudança nos hábitos alimentares.
"A atividade física por si só não funciona se a pessoa não mudar seu comportamento na hora de comer", acrescentou Kakicic.
fonte: Ciencia e saude, www.globo.com

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Uma máquina em funcionamento. Metabolismo



Muitas vezes ouvimos a frase: “sorte de quem tem o metabolismo rápido”. O que não sabemos é que o seu bom funcionamento só depende dos nossos próprios esforços!

Uma máquina em funcionamento
Metabolismo, do grego (metabole), significa mudança. “Trata-se do conjunto de reações bioquímicas que acontecem no nosso corpo, que são essenciais à manutenção da vida. O metabolismo envolve dois processos fundamentais: o anabolismo (construção), e o catabolismo (destruição)”, explica a endocrinologista Anete Hannud Abdo, doutora em Endocrinologia e Metabologia e médica assistente do Projeto de Atendimento ao Obeso (PRATO) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP.

O bom andamento do metabolismo está diretamente ligado, por exemplo, à perda de peso. É um eficiente remédio contra a temida barriguinha. “O metabolismo acelerado pode resultar em uma queima calórica maior, com diminuição da gordura acumulada”, afirma o ortopedista, traumatologista e médico do Esporte André Pedrinelli.

Comendo mais e perdendo peso
Para garantir a aceleração do metabolismo, é necessário ter atenção com o que se ingere. “Não se deve ficar mais de três horas sem comer e é preciso beber água, além de ingerir fibras, vitaminas e minerais em quantidade adequada”, orienta Anete.

O intervalo entre as refeições é especialmente importante. Nosso organismo pode ser comparado com uma máquina, que processa os alimentos para obter energia. E, como qualquer aparelho, existe uma capacidade máxima que deve ser respeitada. “Imagine uma lavadora de roupas com capacidade para lavar 7 quilos. O que acontece se você colocar 21 quilos de roupas de uma só vez? Ela quebra. Mas se você fizer com que ela funcione três vezes, lavando 7 quilos de cada vez, o resultado será bem melhor”, completa a endocrinologista.

Alguns alimentos, no entanto, podem ser prejudiciais ao bom andamento do metabolismo e devem ser evitados, tais quais gorduras em excesso, açúcares livres e sódio. Deixar de comer é outro erro. “O jejum prolongado é interpretado pelo nosso organismo como um período de poucos alimentos, uma ameaça à sobrevivência, provocando alterações hormonais que vão levar a um gasto menor de energia, uma desaceleração do metabolismo”, alerta Anete.

Mas, não é só à base de comida saudável que o organismo trabalha. Atividades físicas são outro caminho que funciona bem nesse sentido. “O metabolismo pode ser acelerado por meio do treinamento esportivo regular”, explica Pedrinelli.

E o excesso de trabalho, ocupações em casa, trânsito e outros contratempos não são desculpa para deixar de praticar atividades físicas. É possível aproveitar cada brecha que conseguimos durante o dia. “É uma questão de ter um dia-a-dia mais ativo, aproveitar todas as possíveis atividades: subir e descer escadas, ir a pé comprar jornal e passear com o cachorro, por exemplo. Tudo é válido”, incentiva o médico do Esporte.
fonte:http://www.unilever.com.br/ourbrands/healthyliving/mitos_gordura.asp

Os mitos da gordura


Entender as gorduras pode ser um processo difícil. Por este motivo resolvemos ajudar vocês a destrinchar os mitos que cercam as gorduras para que possam fazer as melhores escolhas para manter seu coração saudável.

Mito: Todas as gorduras fazem mal para você
Nós todos sabemos que consumir gordura saturada em demasia pode levar a um aumento nos níveis de colesterol no corpo, provocando um efeito adverso na saúde coronária. As gorduras trans também podem elevar os níveis de colesterol e é aconselhável evitar alimentos ricos nessas gorduras – como fast food, comidas para viagem e biscoitos.

Verdade: Alguns gorduras fazem bem
De fato, algumas gorduras fazem bem à saúde. Gordura monoinsaturada e gordura poliinsaturada são consideradas gorduras ‘boas’. Gordura monoinsaturada é encontrada em alimentos como abacate, azeite de oliva, óleo de canola e nozes. Gordura poliinsaturada é encontrada em óleos vegetais como os de girassol, milho, açafrão, algumas margarinas e em maioneses. Também é encontrada em linhaça, óleo de linhaça, óleo de canola, nogueiras e certos vegetais verdes e frondosos. Peixes oleosos como bonito, truta, salmão, sardinha e arenque também são fontes ricas em gordura poliinsaturada.

Mito: Os produtos mais 'light' sempre são melhores para você
De maneira geral, quanto mais dura a gordura à temperatura ambiente, maior o conteúdo de gordura saturada, como por exemplos banha, manteiga e queijo. Portanto, é melhor evitar consumir esses produtos em grandes quantidades.

Mito: Somente os mais velhos precisam se preocupar com a saúde coronária.
Se você consumir gordura “ruim” em demasia, a tendência é produzir mais colesterol do que seu corpo precisa. Colesterol é uma gordura produzida por nosso corpo. É necessário para o correto funcionamento do corpo e para a criação de certas vitaminas e hormônios. No entanto, se tivermos colesterol demais no corpo, este poderá se acumular nas artérias em torno do coração e afetar nossa saúde coronária. Especialistas acreditam que isso pode até acontecer com crianças a partir da idade de dois anos.

fonte:http://www.unilever.com.br/ourbrands/healthyliving/mitos_gordura.asp

Pedra nos rins



Cálculos renais, ou pedras nos rins, são formações endurecidas nos rins ou nas vias urinárias, resultantes do acúmulo de cristais existentes na urina. Sua presença pode passar despercebida, sem sintomas, mas pode também provocar dor muito forte que começa nas costas e se irradia para o abdômen em direção da região inguinal. É uma dor que se manifesta em cólicas, isto é, com um pico de dor intensa seguido de um certo alívio. Em geral, essas crises podem ser acompanhadas por náuseas e vômitos e requerem atendimento médico-hospitalar.

Diagnóstico
Além das evidências clínicas (dor intensa e sinais de sangue na urina), cálculos renais podem ser diagnosticados por Raios X de abdômen, ultra-som ou pela urografia excretora, um exame mais específico das vias urinárias.

Sintomas
•Sangue na urina;
•Suspensão ou diminuição do fluxo urinário;
•Necessidade mais freqüente de urinar;
•Infecções urinárias.

Tratamento
•Ao contrário do que se recomendava no passado, durante as crises deve ser evitada a ingestão exagerada de líquidos. Liquido em excesso pode aumentar a pressão da urina no rim e, conseqüentemente, aumentar as dores. Medicamentos podem ser indicados apenas pelo médico levando em conta a causa da formação dos cálculos. Durante as crises, é indicado o uso de analgésicos e antiinflamatórios potentes para aliviar a dor que é extremamente forte, quase insuportável;
•Litotripsia, ou seja, bombardeamento das pedras por ondas de choque visando à fragmentação do cálculo o que torna sua eliminação pela urina mais fácil;
•Cirurgia percutânea ou endoscópica: por meio do endoscópio e através de pequenos orifícios, o cálculo pode ser retirado dos rins após sua fragmentação;
•Ureteroscopia: por via endoscópica, permite retirar os cálculos localizados no ureter.

Recomendações
•Beba muita água regularmente. De dois a três litros por dia. Essa é a medida mais importante para prevenir cálculos renais;
•Utilize um filtro de papel quando houver a possibilidade de estar eliminando um cálculo. A análise de sua composição pode orientar o médico na escolha do tratamento mais adequado;
•O uso de medicamentos contra dor deve ser prescrito pelo médico. Alguns deles são desaconselháveis para pessoas com problemas estomacais ou para gestantes;
•Controle a ingestão de alimentos ricos em proteínas e cálcio se os cálculos forem formados por excesso de ácido úrico ou cálcio;
•Não se automedique nem faça o próprio diagnóstico. Procure atendimento médico, especialmente se tiver dores intensas nas costas ou no abdômen e sinais de sangue na urina.

Causas
•Volume insuficiente de urina, ou urina supersaturada de sais;
•Grande quantidade de cálcio, fosfatos, oxalatos, cistina, ou falta de citrato;
•Distúrbios metabólicos do ácido úrico ou da glândula paratireóide;
•Infecções urinárias;
•Alterações anatômicas;
•Obstrução das vias urinárias.

Fonte: http://drauziovarella.ig.com.br

Em forma após os 30 anos



Ela tem mais de trinta anos é vc?

Livro traz dicas para manter a forma após os 30
DANIELA SALÚ
Da Redação
UOL

O fato é irritante, mas a verdade é que após os 30 anos, boa parte dos homens e mulheres começa a perceber um acúmulo de gordura no corpo que não acontecia tão facilmente aos 20. Dietas e exercícios são analisados e experimentados, e não raro abandonados após algum tempo.

Um combate eficiente ao problema alia mudanças na alimentação e na rotina de exercícios. Um lançamento recente que se propõe a ajudar o leitor a encarar essa batalha bela boa forma é o livro "Medidas Perfeitas - Como Manter a Forma Depois dos 30 Anos", de Sally Lewis (Editora Marco Zero). A autora reuniu cardápios e exercícios que prometem recuperar a silhueta em seis semanas.

Listamos a seguir, algumas dicas tiradas da publicação, divididas por assuntos:

Saiba se você está acima do peso

- O Índice de Massa Corporal (IMC) é usado internacionalmente como forma de determinar se um determinado peso é saudável. O cálculo consiste na divisão do peso em quilos pelo quadrado da altura em metros (calcule o seu IMC aqui).

- A Proporção entre Cintura e Quadris (PCQ) é usada para determinar o quanto de gordura está depositado em seu corpo. Primeiro, meça a circunferência de sua cintura, sem apertar muito a fita métrica ou prender o ar. Depois, meça a circunferência de seus quadris pela parte mais larga. Divida a medida de sua cintura pela de seus quadris. Para mulheres, a proporção não deve estar acima de 0,85; para os homens, não deve ultrapassar 0,90.

- Usando a medida da circunferência da cintura você pode avaliar se corre o risco de se tornar obeso. Nas mulheres, a medida limite de uma circunferência saudável é de 89 cm. Nos homens, os riscos começam a aumentar a partir de 102 cm.

Estratégias para a redução de gorduras

Em uma dieta de 1500 calorias ao dia, a ingestão total de gorduras não deve exceder 50 g, sendo que não mais do que 10% desse total deve ser gordura saturada. Veja algumas maneiras de reduzir a ingestão de gordura:

- Troque o leite integral por desnatado, semidesnatado ou leite de soja
- Se usar maionese no pão, não adicione manteiga ou outras coberturas
- Prepare os alimentos no vapor, na grelha ou ferva-os, em vez de frita-los
- Evite os alimentos industrializados
- Retire o excesso de gordura das carnes e remova a pele das aves
- Limite seu consumo de queijos amarelos e gordurosos

Controle as porções

Para alcançar a sensação de saciedade sem acumular um peso extra, verifique se o seu prato contém metade de vegetais, um quarto de proteína e um quarto de carboidratos. Uma porção simples deve consistir de:

- Arroz ou massa cozidos: Porção do tamanho de um punho fechado
- Carne, peixe ou aves: Porção do tamanho da palma da mão
- Oleaginosas: Porção do tamanho da mão em formato de concha bem estreita
- Vegetais crus: 125 g
- Vegetais cozidos: 60 a 70 g
- Frutas: Uma única fruta como banana, maçã, laranja ou pêra. Uma mão fechada de morangos, cerejas ou uvas. Três ameixas. Quatro damascos.

Acelere o metabolismo

Após os 30 anos de idade, a velocidade metabólica começa a cair cerca de 1% a cada ano, dificultando a perda de peso. Nosso metabolismo tem três aspectos diferentes: o basal ou em descanso; o das atividades diárias; e o térmico ou digestivo. Para acelerar o metabolismo de forma eficiente, é preciso elevar os três aspectos:

- Sempre tome café da manhã e coma regularmente durante o dia
- Faça exercícios para ganhar músculos e estimular o hormônio do crescimento. Qualquer exercício acelera seu metabolismo
- Consuma alimentos que contenham proteína, fibra, cálcio e temperos

Alimentos que cooperam

Certos alimentos requerem mais energia para a digestão, por isso, vale a pena incluí-los na dieta para aumentar a velocidade do metabolismo:

- Carboidratos complexos: Mantém o nível de insulina baixo depois que você come, evitando o aumento dos depósitos de gordura
- Cálcio: O leite é um dos melhores itens nesse tópico para estimular o metabolismo basal (ou em descanso), assim como laticínios e folhas verdes
- Proteínas: O corpo precisa de mais energia para decompô-las, consumindo assim mais calorias
- Óleos com ômega 3: Reduzem os níveis de leptina no corpo, um hormônio responsável por armazenar ou queimar gordura. Quanto menor o nível de letpina, maior a queima de gordura. Encontrado nos peixes ou em suplementos com recomendação médica
- Fibras: Levam mais tempo para serem digeridas, aumentando o metabolismo
- Capsaicina: Encontrado nas pimentas, aumenta o metabolismo ao acelerar os batimentos cardíacos. O efeito dura algumas horas após a ingestão
- Cromo: Mineral encontrado em fontes como brócolis, peru e suco de uva, ajuda a estabilizar o nível de açúcar no sangue
- Água: A desidratação diminui o metabolismo térmico ou digestivo. Sucos de frutas e chás de ervas são opções alternativas
- Chá verde: Contém um fitoquímico que pode estimular o metabolismo basal (ou em descanso)

Alimentos a serem evitados

Os alimentos abaixo podem dificultar a perda de peso e levar a um inchaço, celulite, níveis instáveis de açúcar no sangue e fome. Evite ao máximo:

- Açúcar
- Álcool
- Arroz branco
- Bebidas gaseificadas
- Biscoitos
- Bolinhos
- Bolos
- Cereais refinados
- Chocolate
- Comidas prontas
- Condimentos artificiais, conservantes e aditivos
- Doces
- Folhados
- Gorduras saturadas (alimentos fritos ou industrializados)
- Gorduras trans (alimentos em cujo rótulo esteja escrito óleo ou gordura hidrogenada)
- Massa de farinha refinada
- Pão branco
- Salgadinhos
- Sorvetes
- Sucos de frutas prontos ricos em açúcar

tireóide hiperativa


Uma tireóide hiperativa resulta da superprodução de hormônios tireoidianos, T3 e T4, pela glândula tireoidiana. Em três-quartos dos pacientes este é o resultado da presença de um anticorpo no sangue que estimula a tireóide a produzir quantidades excessivas de hormônios tireoidianos e também, em alguns casos, a aumentar de tamanho, produzindo o bócio.
Hipertireoidismo
Ansiedade e palpitações são freqüentemente, sintomas prévios de uma tireóide hiperativa, bem como uma sensação de volume no pescoço.
Este tipo de hipertireoidismo é conhecido como doença de Graves, em homenagem aos médicos que descreveram detalhadamente esta condição mais de 20 anos atrás.
A causa da produção deste anticorpo não é conhecida, mas, como a doença de Graves é hereditária, a genética tem uma participação. Pensa-se que existem alguns desencadeantes ambientais que dão início à doença em indivíduos geneticamente suscetíveis, mas não se sabe quais. O stress, na forma de acontecimentos importantes como o divórcio ou a morte de um parente próximo, pode ter alguma participação.
Alguns pacientes com Graves desenvolvem olhos proeminentes (proptose ou exoftalmia) e alguns também apresentam irritação e vermelhidão na pele da frente das pernas ou no peito do pé, o que é conhecido como mixedema pretibial. Assim como a produção de anticorpos estimuladores da tireóide, o mixedema pretibial é produzido por uma anormalidade do sistema imune do paciente, que os médicos ainda não entendem bem. A maioria dos outros pacientes com hipertireoidismo apresenta bócio com um ou mais nódulos ou "caroços". Estes produzem hormônios tireoidianos independentemente e não estão sob o controle do TSH, como normalmente ocorre com a tireóide.
Sintomas de uma tireóide hiperativa
• Perda de peso
• Intolerância ao calor
• Irritabilidade
• Palpitações
• Falta de ar
• Tremor
• Fraqueza muscular
• Aumento dos movimentos intestinais
• Menstruação irregular
• Coceiras na pele; enfraquecimento do cabelo; unhas quebradiças
• Olhos lacrimejantes
• Bócio
A doença de Graves pode aparecer em qualquer idade, mas ela afeta com mais freqüência mulheres de 40 a 50 anos de idade. Entre um terço até a metade dos pacientes apresentam um único episódio de hipertireoidismo com duração de vários meses. O restante apresenta vários episódios sucessivos durante vários anos. Infelizmente, não é possível predizer o padrão do hipertireoidismo na primeira vez que ele ocorre.
O hipertireoidismo resultante de um bócio nodular é incomum antes dos 40 anos e, diferentemente de outros casos de doença de Graves, ele persiste indefinidamente uma vez que tenha se desenvolvido.
Como se desenvolve?
Em retrospecto, a maioria dos pacientes vai apresentar sintomas por pelo menos seis meses antes de procurar o seu médico, mas para alguns indivíduos, geralmente adolescentes, o início pode ser mais rápido com os sintomas estando presentes apenas por algumas semanas. Nem todos os pacientes com hipertireoidismo apresentam todos os sintomas listados no quadro acima. Em idosos, as características predominantes são com freqüência, além da perda de peso, uma diminuição do apetite, fraqueza muscular e apatia. Uma jovem mulher, por outro lado, pode aparentar estar com muita energia e impossibilitada de permanecer sentada por mais do que alguns segundos.
Quais são os sintomas?
Uma tireóide hiperativa acelera as reações químicas do corpo, produzindo sintomas físicos e mentais.
Perda de peso
Isto acontece com a maioria dos pacientes em razão do alto gasto energético causado pelos altos níveis de hormônios tireoidianos no sangue. Você provavelmente vai descobrir que tem fome o tempo todo e que chega a se levantar no meio da noite para comer alguma coisa. A perda de peso pode variar entre 2 e 3 kg e mais de 25 kg, mas algumas pessoas sentem um tal aumento de apetite que podem ganhar um pouco de peso. Se você é muito obeso quando a doença se inicia, pode ficar muito feliz ao descobrir que está perdendo peso e atribuir o fato à dieta, mas infelizmente você vai ganhar o peso de volta uma vez que receba tratamento.
Intolerância ao calor e suor
Na medida em que o metabolismo aumenta, seu corpo produz calor excessivo e depois se livra dele através do suor. Você não vai gostar de climas quentes ou de ambientes aquecidos e pode se sentir confortável com pouquíssimas roupas em um dia frio de inverno. Nos casos extremos, a sua impossibilidade de tolerar o calor pode causar discussões com colegas e familiares, já que você vai estar constantemente diminuindo o termostato, abrindo as janelas e tirando as cobertas de cama.
Irritabilidade
Este sintoma afeta principalmente mulheres com filhos pequenos. Você pode se ver cada vez mais impossibilitado de lidar com as exigências e stress ao cuidar de crianças, pode perder a paciência com freqüência e descobrir que você está exageradamente sensível à críticas e chora com facilidade sem motivo aparente.
Você também pode ter dificuldades em se encontrar, o que pode afetar o seu desempenho escolar ou profissional.
Palpitações
A maioria dos pacientes sente palpitações, ou o coração batendo mais rápido que o normal. Nos casos de hipertireoidismo grave, não-tratado, com longa duração, especialmente em idosos, pode haver um batimento cardíaco irregular conhecido como fibrilação atrial e até insuficiência cardíaca.
Falta de ar

Uma tireóide hiperativa pode causar falta de ar que se torna mais evidente quando a pessoa está em atividade física.
A falta de ar é mais perceptível quando você faz esforço físico, como, por exemplo, depois de subir dois ou três lances de escada. Indivíduos que já apresentavam asma podem notar uma piora dos seus sintomas.
Tremores
A maioria dos pacientes se queixa de mãos trêmulas, o que pode ser tomado, erroneamente, como sinal de alcoolismo pelos familiares e colegas. Você vai achar cada vez mais difícil colocar uma chave na fechadura e sua caligrafia pode ficar ruim.
Fraqueza muscular
Tipicamente, os músculos das coxas tornam-se fracos, dificultando o ato de subir escadas ou de agachar-se e levantar-se ou de sair de uma cadeira baixa sem usar os braços como apoio.
Mudanças no funcionamento do intestino
Há uma tendência a um aumento do funcionamento do intestino, de modo que você pode ir ao banheiro duas a três vezes por dia e apresentará fezes mais pastosas que o habitual. A diarréia pode ser um problema ocasional.
Menstruação irregular
A menstruação é freqüentemente irregular, menos abundante ou até mesmo interrompida. Até que o hipertireoidismo seja tratado, pode ser difícil engravidar.
Problemas de pele, cabelos e unhas
Você pode ter coceiras no corpo todo, e as pessoas com a doença de Graves, conforme foi mencionado anteriormente, podem desenvolver placas vermelhas de irritação na pele das pernas e pés (mixedema pretibial). As suas unhas vão ficar quebradiças e feias.
Problemas nos olhos
Indivíduos com a doença de Graves geralmente apresentam problemas nos olhos. Estes incluem lacrimejamento excessivo, que piora com o vento e a luz, sensação de ter areia nos olhos, visão dupla e turvada. Muitos pacientes ficam também incomodados porque desenvolvem exoftalmia (olhos protuberantes), assim como bolsas sob os olhos.
Bócio
Embora você vá poder ver quando tiver bócio, este geralmente não causa nenhum sintoma além da sensação de que há alguma coisa no seu pescoço que não deveria estar lá.
Como é diagnosticado?
Você provavelmente vai fazer exames de sangue. O es-pecialista pode também solicitar um scan da tireóide para obter mais informações sobre a causa do hipotireoidismo já que isto pode determinar o tipo de tratamento de que você precisa. O scan de tireóide requer que você tome uma dose muito pequena de iodo radioativo ou tecnécio, administrados geralmente por via oral ou com uma injeção na veia. A dose é tão pequena que pode até ser dada a um indivíduo alérgico ao iodo. A grande parte dos especialis-tas, entretanto, procura evitar um scan radioativo em mulheres grávidas ou que estejam amamentando.
Depois que seu clínico fizer o diagnóstico inicial, você provavelmente deverá esperar antes que possa ver o especialista. No meio tempo, os seus sintomas podem ser aliviados por um betabloqueador, como o propranolol, que neutraliza em certa medida a ação dos hormônios tireoidianos. Provavelmente você deverá tomar 40 mg três a quatro vezes por dia de propranolol ou uma dose única de 160 mg de propranolol (Inderal-LA). Os betabloquea-dores não devem ser usados por indivíduos que tenham asma.
Qual é o tratamento?
Existem três formas de tratamento para o hipertireoidismo causado pela doença de Graves: as medicações, a ci-rurgia e o iodo radioativo.
Medicações
As drogas antitireoidianas são dadas, geralmente, a pacien-tes jovens que consultam o médico no primeiro episódio de hipertireoidismo. A medicação mais comumente utilizada no Brasil é o metimazol, que reduz a quantidade de hormônios produzidos pela glândula tireoidiana. Ele está disponível em comprimidos de 5 mg. Usa-se uma dose alta (40-45 mg) inicialmente. Seus sintomas devem começar a melhorar depois de dez a 14 dias. O tratamento geralmente dura 6-18 meses e cerca de metade dos pacientes se recupera e fica bem. No início, o especialista vai reavaliar o seu tratamento a cada quatro ou cinco semanas e a dose de metimazol será diminuída aos poucos até chegar em 5-15 mg diários, dependendo dos níveis de T3, T4 e TSH. Alguns especialistas podem preferir dar uma dose alta de metimazol durante todo o tratamento, geralmente receitando 40 mg por dia. Se esta dose alta permanecesse por muitas semanas, você acabaria desenvolvendo uma glândula tireoidiana hipoativa, portanto a tiroxina é acrescentada ao metimazol uma vez que os níveis de hormônios tireoidianos voltem ao normal. A vantagem deste tipo de tratamento é que ele não precisa ser reavaliado com tanta freqüência. Ele pode também ser especialmente benéfico para pacientes com problemas graves nos olhos, mas não é mais eficaz no controle dos sintomas do hipertireoidismo que o metimazol isolado.
O que você deveria saber sobre as medicações - Poucas pessoas vão ter efeitos colaterais do metimazol mas quando eles ocorrerem geralmente aparecerão nas primeiras três ou quatro semanas de tratamento. Irritações na pele afetam 2% dos pacientes, mas uma reação mais séria é a diminuição do número de glóbulos brancos do sangue, o que causa feridas na boca e uma infecção com febre alta. O seu médico deve precavê-lo sobre estes possíveis efeitos colaterais quando você iniciar o tratamento. Se for afetado, você deve interromper o trata-mento e entrar em contato com o seu médico imediata-mente. Você pode receber, então, uma medicação alterna-tiva chamada propiltiuracil, que age de modo semelhante ao metimazol.
Cirurgia
Infelizmente, apesar de tomar metimazol ou propiltiura-cil isoladamente ou combinados com a tiroxina, cerca de metade dos pacientes desenvolve hipertireoidismo de no-vo, geralmente nos primeiros dois anos depois do tratamento. Se você tiver menos de 45 anos no segundo episódio de hipertireoidismo, ele pode ser tratado cirurgicamente através da remoção de três-quartos da glândula tireoidiana.
O que você deveria saber sobre a cirurgia - A principal desvantagem é que você terá uma cicatriz, mas ela se tornará pouco perceptível entre as dobras do pes-coço. Alternativamente, você pode usar jóias ou lenços para escondê-la. Em casos raros (menos de 1%), as glândulas paratireóides, que se localizam junto à tireóide e controlam o nível de cálcio no sangue, podem ser danificadas e pode ser necessário fazer um tratamento de longo prazo com cápsulas de vitamina D. Igualmente raro é o dano a um dos nervos da caixa vocal, o que pode causar mudanças significativas na voz. Embora isso não faça muita diferença para a maioria das pessoas, pode tornar a cirurgia menos aceitável para alguém que depende da voz para sobreviver; um cantor de ópera, por exemplo.
Em mãos experientes, os resultados iniciais da cirurgia são bons. Oitenta por cento dos pacientes são imedia-tamente curados. Contudo, 15% desenvolvem hipotireoi-dismo porque uma quantidade muito grande de tecido da tireóide é retirada. Por outro lado, 5% permanecem com hipertireoidismo porque uma quantidade insuficiente de tecido é retirada. Estes problemas não são resultado de incompetência cirúrgica, e sim relacionados à natureza da doença tireoidiana subjacente. Além do mais, com o tempo, uma proporção crescente dos pacientes cujo hiperti-reoidismo foi inicialmente curado vai desenvolver uma glândula tireoidiana hipoativa. Á recorrência do hipertireoidismo pode ocorrer 20-40 anos após uma cirurgia aparentemente bem-sucedida. Geralmente não se pensa em uma segunda cirurgia quando a doença reaparece, pois ela seria tecnicamente difícil e haveria maior risco de danos às estru-turas circundantes.
Iodo radioativo (IODO-131)
Esta forma de tratamento é tradicionalmen-te reservada aos pacientes com mais de 40 ou 45 anos que já não possam mais ter filhos ou para indivíduos mais jovens que tenham sido esterilizados.
Esta abordagem conservadora foi adotada ori-ginalmente, em razão do receio de que o iodo radioativo pudesse causar alguma anormalidade a crianças concebidas após o tratamento. Na verdade não existem evidências disso e, em alguns hospitais, há uma tendência a se usar o iodo radioativo em pacientes mais jovens já que ele é mais barato e simples de administrar.
Considerando qual o melhor tratamento para você
Uma tireóide hiperativa pode ser tratada com medicamentos, iodo radioativo ou cirurgia. A escolha do tratamento depende de cada pessoa e todas as opções devem ser discutidas com um especialista.
•Nenhum tratamento é perfeito e você necessita discutir as opções com seu especialista. Alguns pacientes não se entusiasmam muito com a cirurgia, mesmo quando uma série de medicamentos antitireoidianos já foram usados sem resultado positivo.
•Não há nenhuma razão para que você não tente uma segunda ou mesmo uma terceira série de medicamentos, na esperança de que a doença, por fim, "desapareça". Na verdade, antes de existir qualquer tipo de tratamento para a doença de Graves, uma proporção dos pacientes melhoram espontaneamente dentro de alguns meses ou anos e depois ficam com hipotireoidismo.
•Alguns pacientes ficam temerosos com a perspectivado tratamento com iodo, e alguns especialistas consideram que a cirurgia é o melhor tratamento para um paciente jovem com hipertireoidismo grave.
•Qualquer que seja o tratamento para seu hipertireoidismo, você necessita de um acompanhamento regular, geralmente um exame de sangue feito num centro de saúde ou no consultório de seu clínico-geral.
O iodo radioativo age destruindo algumas células da tireóide e impedindo outras de se dividir que e a maneira como elas são normalmente substituídas no fim de sua vida útil. O tratamento leva de seis a oito semanas para fun-cionar e, nesse meio tempo, dependendo da gravidade do hipertireoidismo, você pode receber propranolol ou metimazol para alívio dos sintomas. Você vai ser solicitado a retornar ao médico para um check-up em dois ou três meses e, se fizer parte do pequeno grupo de indivíduos cujo hipertireoidismo ainda está presente, receberá uma segunda dose de iodo radioativo.
O que você precisa saber sobre o iodo radioativo - O maior problema com este tratamento, contudo, é o desenvolvimento do hipotireoidismo. Esta condição tem mais chances de aparecer no primeiro ano de tratamento, afetando cerca de 50% dos indivíduos em alguns centros. A cada ano, cerca de 2 a 4% dos indivíduos são afetados. Percebe-se que a grande maioria do indivíduos eventualmente desenvolve hipotireoidismo e por isso é fundamental que você faça check-ups regulares no hospital ou com o seu médico.
Uma vez que o hipotireoidismo tenha se desenvolvido, ele é tratado com tiroxina, com uma dose de 100 a 150 microgramas por dia. A tiroxina não tem efeitos colaterais quando é tomada na dose certa e com regularidade.
História do Caso 1: Sintomas cardíacos
Embora John Parry, com 70 anos de idade, se considerasse, de modo geral, bastante saudável, ele tinha notado recentemente que os seus tornozelos estavam inchando. No começo, isso só ocorria à noite, mas depois passou a acontecer o tempo todo e suas pernas pareciam muito pesadas. Em uma noite, à 1h da madrugada, ele acordou arfando, tossindo e espumando pela boca. A sua mulher chamou uma ambulância e John foi internado no hospital local em 20 minutos. O médico de plantão, dr. Mackenzie, diagnosticou corretamente uma insuficiência cardíaca como a causa do acúmulo de líquido nas pernas e pulmões de John. Ele também notou que o pulso de John estava muito rápido e irregular e um eletrocardiograma revelou que isso era causado por uma fibrilação atrial. O sr. Parry recebeu oxigênio através de uma máscara, uma injeção de um remédio chamado furosemida (Lasix), para eliminar o excesso de fluidos, e comprimidos de digoxina para diminuir a velocidade do batimento cardíaco. Como os pacientes com fibrilação atrial também correm o risco de formarem coágulos a partir do coração, resultando num derrame ou no bloqueio de uma artéria da perna, ele também recebeu warfarina para afinar o sangue.
O dr. Mackenzie tinha trabalhado no passado com um eminente endocrinologista e sabia que a fibrilação atrial poderia algumas vezes ocorrer como uma complicação de uma tireóide hiperativa, especialmente em pacientes idosos.
O sr. Parry de fato apresentava hipertireoidismo, que se revelou conseqüência da doença de Graves e foi tratado com o iodo radioativo. Ele também recebeu uma medicação antitiroidiana, o metimazol, por seis semanas até que o iodo radioativo fizesse efeito.
Embora, no princípio, o sr. Parry estivesse preocupado com o número de comprimidos que ele estava tomando quando saiu do hospital, estes foram todos suspensos em seis meses, à medida que sua tireóide ficou controlada. Até o coração do Sr. Parry está agora batendo regularmente e ele está em forma como sempre. O seu médico solicita exames de sangue regularmente para se certificar que o sr. Parry não está desenvolvendo uma tireóide hipoativa como resultado do tratamento com iodo radioativo.
História do Caso 2: Sintomas recorrentes
Anna Robinson já tinha apresentado um episódio prévio de hipertireoidismo causado pela doença de Graves quan-do tinha vinte e poucos anos, para o qual recebeu metima-zol por 18 meses. Aos 45 anos, ela percebeu que estava tendo problemas com o calor, mas atribuiu este sintoma a mudanças na vida. Contudo, quando começou a perder peso e suas mãos ficaram trêmulas, ela percebeu que sua tireóide estava hiperativa novamente. No hospital local, o especialista sugeriu o tratamento com o iodo radioativo. Apesar de asseguramentos e das evidências de que esta forma de tratamento não estava associada a quaisquer ou-tros riscos além do eventual desenvolvimento de hipoti-reoidismo, a sra. Robinson não estava tranqüila. Ela tinha conhecimento de vários artigos de jornal sugerindo uma possível relação entre radiação e leucemia nos moradores de regiões próximas à estações nucleares e não gostava da idéia de ter que evitar o contato com a sua neta, mesmo que por apenas alguns dias após o tratamento.
Como ela era uma cantora assídua do coral da igreja local, a cirurgia da tireóide não era considerada apropriada devido à possibilidade de alterações na qualidade de sua voz.
A sra. Robinson ficou aliviada ao saber que não havia uma razão pela qual ela não pudesse ser tratada novamen-te com o metimazol.

A doença de Graves e os olhos
Se o médico examina bem, encontra os sinais da doença de Graves (oftalmopatia ou orbitopatia) na maioria dos pacientes. Algumas vezes eles ocorrem antes do início do hipertireoidismo, ou aparecem pela primeira vez mesmo depois de um tratamento bem-sucedido de hipertireoi-dismo. Um olho é geralmente mais afetado que o outro.
Um sinal precoce é a retração da pálpebra superior; que aparece como se ela estivesse toda levantada, expondo uma área maior do branco do olho e dando a impressão de olhar arregalado. Isto pode melhorar quando os níveis elevados de hormônio tiverem retornado ao normal com o tratamento. Alguns pacientes se queixam de olhos secos, da sensação de que há alguma coisa dentro do olho e de estarem sempre piscando, outros se queixam da lacrimejação excessiva. Os outros aspectos da doença tireoidiana dos olhos resultam de um aumento da pressão atrás do globo ocular, o qual se situa em uma cavidade óssea co-nhecida como órbita. O espaço entre o globo ocular e a parte de trás da órbita contém músculos, que movimentam os olhos, o nervo óptico, que envia mensagens para o cé-rebro, e gordura.
Nos pacientes com doença tireoidiana dos olhos, há, en-tre outras mudanças, um acúmulo excessivo de água atrás do globo ocular levando os músculos e gordura a incha-rem e se tornarem esponjosos. O volume dos músculos aumenta duas ou três vezes e eles deixam de funcionar efi-cientemente.
Como resultado, o movimento normal dos olhos pode ficar restrito e desconfortável, com visão dupla (diplopia) e, inclusive, com o desenvolvimento de estrabismo. O aumento da pressão atrás do globo ocular pressiona os olhos para a frente, produzindo a aparência de "olhos saltados" conhecida como exoftalmia ou proptose. A exposição aumentada dos globos oculares os deixam mais suscetíveis à irritação pela poeira, areia, vento e sol, o que pode danificar a córnea. Além disso, parte da gordura que fica na parte de trás dos olhos pode ser forçada para dentro das pálpebras, contribuindo para a aparência de inchaço e para o surgimento de "bolsas sob os olhos". Muito raramente, em pacientes graves, o aumento da pressão po-de danificar o nervo óptico e causar uma perda parcial ou total da visão.

Olhos salientes
A maior parte dos pacientes com a doença de Graves sofre algum tipo de distúrbio na vista. O globo ocular saliente, que faz com que a pessoa aparente estar assustada, é um sintoma freqüente.
O tratamento das doenças dos olhos não é tão satisfa-tório como o da tireóide hiperativa. Pensa-se que o fumo piora o quadro, assim como o controle insuficiente do hi-pertireoidismo. É muito importante, portanto, que você pare de fumar completamente e siga à risca as orientações do seu médico quanto à dosagem dos remédios, tais como o carbimazol e a tiroxina. Se você tem olhos secos, as gotas umidificantes podem trazer alívio, assim como também melhoram, paradoxalmente, o excesso de lacrimejamento. O uso de óculos escuros também pode ajudar.
Os pacientes em um estágio avançado da doença, que ameaça a visão, podem precisar de tratamento com uma medicação esteróide, como a prednisolona, que bloqueia os processos pouco compreendidos de acúmulo de água atrás da córnea. Alternativamente, uma operação pode ser necessária para remover parte da parede da órbita e, deste modo, reduzir a pressão atrás do globo ocular. Tal empreendimento é raramente necessário, contudo, e só seria levado adiante após uma colaboração intensa entre especialistas em tireóide e olhos. A maioria dos indivíduos com a doença de Graves descobre que o seu problema nos olhos melhora consideravelmente em um ou dois anos.
Tipos raros de hipertireoidismo
Uma tireóide hiperativa, ocasionalmente, pode ter sido causada por uma infecção virótica ou pelo tratamento com algum tipo especial de medicamento.
•hipertireoidismo leve, que dura algumas semanas, pode ocorrer após uma infecção virótica da tireóide, o que é conhecido como tireoidite virótica ou tireoidite de Quervain e sua caraterística mais marcante é uma dor aguda e sensibilidade da glândula tireoidiana associada com sintomas de uma doença do tipo da gripe. O hipertireoidismo raramente necessita de algum tipo de tratamento, a não ser de betabloqueadores, como o propranolol que é seguido de um período curto de um hipertireoidismo leve e depois a recuperação total.
•Um medicamento contendo iodo, a amiodarona, que é usado cada vez mais pelos cardiologistas no tratamento de certas irregularidades do ritmo cardíaco, pode causar hipertireoidismo.
•Seus níveis de tireóide sangüínea devem ser verificados antes que você comece a tomar o medicamento e a cada seis meses depois de iniciado o tratamento.
Neste estágio, uma cirurgia menor pode corrigir a visão dupla, reduzir o olhar arregalado e as bolsas sob os olhos. Há alguma evidência de que os problemas nos olhos podem piorar após tratamento com o iodo radioativo, por isso, alguns especialistas não prescrevem esta forma de terapia para aqueles com olhos muito afetados. Em alguns centros, a radioterapia foi utilizada com sucesso para o tratamento da doença tireoidiana dos olhos.
Bócio nodular

Problemas nos olhos
Você pode encontrar algum conforto com lágrimas artificiáis se estiverem de olhos secos ou excessivamente lacrimejantes, uma queixa freqüente nos distúrbios da tireóide
Esta doença é tratada como cirurgia como com iodo radioativo. Diferentemente de um indivíduo com a doença de Graves, você tem pouca chance de desenvolver hipotireoidismo. Costumava-se prescrever tiroxina para impedir o reaparecimento do bócio, o que é comum em um período de aproximadamente 20 anos, mas ela só é realmente útil se você tiver desenvolvido hipotireoidismo.

Pontos centrais
•Cerca de três quartos dos casos de hipertireoidismo são causados pela doença de Graves.
•Muitos indivíduos com a doença de Graves podem ter herdado uma tendência para o problema, mas outros fatores também estão envolvidos no seu desencadeamento.
•As pessoas mais suscetíveis à doença de Graves são as mulheres com idade de 40 a 50 anos.
•As medicações, cirurgia e o iodo radioativo são todos possíveis tratamentos para a doença de Graves, mas não existe um único tratamento que seja melhor para todos.
•Os especialistas podem querer discutir as opções de tratamento com você antes de chegarem à decisão final sobre a melhor abordagem para o seu caso.
•Depois do tratamento, você vai necessitar de check-ups regulares para ter certeza de que está bem.
•A maioria das pessoas com a doença de Graves vai ter algum grau de problema nos olhos, embora possam ser apenas irritações leves. Sintomas mais graves podem ser tratados e geralmente melhoram com o tempo.

Fonte: Revista ISTOÉ - Guia da Saúde Familiar - Volume 15 - 02/2002

A tireóide hipoativa



Diz-se que a tireóide está hipoativa (hipotireoidismo) quando ela deixa de produzir hormônios tireoidianos, T3 e T4 suficientes. Na sua forma mais comum, afetando 1% da população (principalmente mulheres de meia-idade ou idosas), há um encolhimento da glândula da tireóide na medida em que suas células são destruídas por um defeito sutil no sistema imune do paciente.
O defeito no sistema imune leva não só ao hipotireoidismo, mas, também, menos freqüentemente, ao aumento da tireóide e à formação do bócio. Isso é conhecido como tireoidite de Hashimoto. Ambos estes tipos de hipotireoidismo estão associados, assim como a doença de Graves, às outras doenças auto-imunes.

Examinando a tireóide
Seu médico vai examinar a glândula tireoidana para verificar seu tamanho e sua consistência.
Embora o hipotireoidismo torne você mais suscetível a desenvolver uma ou mais destas condições que outras pessoas, o risco ainda é pequeno. A outra razão pela qual as pessoas desenvolvem o hipotireoidismo é como resultado do tratamento para a doença de Graves através de cirurgia ou com o iodo radioativo.
Como se desenvolve?
O hipotireoidismo não aparece de um dia para o outro, mas se desenvolve lentamente ao longo de vários meses. Você e sua família podem não perceber os sintomas em princípio, ou podem atribuí-los à idade. Os clínicos têm, atualmente, acesso direto aos testes laboratoriais apropriados e, como resultado, o hipotireoidismo é cada vez mais diagnosticado em um estágio relativamente precoce quando os sintomas ainda são leves. O hipotireoidismo em suas formas avançadas é, algumas vezes, conhecido como mixedema.
Geralmente, os sintomas mencionados abaixo não estão todos presentes, a não ser que o diagnóstico tenha sido postergado por meses ou até anos. Você provavelmente irá ao médico com queixas vagas como cansaço e ganho de peso, o que pode ser resultado de uma variedade de causas. Você fará um exame de sangue e se os resultados indicarem baixo nível de T4 e um alto nível de TSH, o diagnóstico de hipotireoidismo está confirmado. A menos que haja uma complicação, como angina, você será tratado pelo clínico-geral.
Quais são os sintomas?
A redução da gravidade da tireóide lentifica as reações químicas no seu organismo, causando o seguinte:
Ganho de peso
A maioria dos pacientes ganha 5 a 10 kg, embora o apetite esteja normal, ou até mesmo menor que o habitual.
Sensibilidade ao frio
Você sentirá muito frio e vai querer usar muitas camadas de roupas. Você pode ter rigidez muscular e espasmos quando se move repentinamente, especialmente quando estiver frio.
Doenças associadas
Embora o risco seja pequeno, uma tireóide hipoativa pode provocar o desenvolvimento de algumas destas doenças auto-imunes:
• Anemia perniciosa: injeções regulares de vitamina B12 são necessárias para que a contagem de glóbulos se mantenha normal.
• Diabetes Mellitus: é uma condição que geralmente requer o tratamento com insulina.
• Doença de Addison: as glândulas adrenais, situadas acima de cada um dos rins, não produzem cortisol e aldosterona suficientes, hormônios que felizmente podem ser tomados em forma de comprimidos.
• Insuficiência ovariana prematura: causa a interrupção da menstruação, infertilidade e menopausa precoce.
• Hipoatividade das glândulas paratireóides (glândulas adjacentes à tireóide): ocasiona a diminuição dos níveis de cálcio no sangue e a tetania, que são tratadas eficazmente com drágeas de vitamina D.
• Vitiligo: doença de pele com a perda de pigmentação
Problemas mentais
Você pode se sentir cansado ou sonolento, e lentificado intelectualmente. As suas reações podem estar mais lentas, mas felizmente o seu senso de humor não é afetado. Os pacientes mais velhos podem ser erroneamente considerados indivíduos com demência, enquanto alguns indivíduos apresentam depressão e paranóia, que são a base do que é popularmente conhecido como a "loucura do mixedema".
Fala pastosa
A sua voz pode se tornar lenta e a fala fica, freqüentemente, pastosa.
Problemas cardíacos
Em contraste com um indivíduo que tem a tireóide hiperativa, o seu pulso é lento, com aproximadamente 60 batimentos por minuto. Você pode ter uma pressão elevada, e um paciente idoso com um hipotireoidismo de longa duração corre risco de apresentar insuficiência cardíaca. A angina pode ser o primeiro sintoma do hipotireoidismo.
Constipação
Como resultado da lentificação geral dos processos do corpo, você provavelmente terá constipação.
Menstruação abundante
A sua menstruação pode se tornar mais abundante (menorragia) se você ainda não estiver na menopausa.
Problemas de pele e cabelo
Há uma tendência a um aumento do funcionamento do intestino, de modo que você pode ir ao banheiro duas a três vezes por dia e apresentará fezes mais pastosas que o habitual. A diarréia pode ser um problema ocasional.
Menstruação irregular
A menstruação é freqüentemente irregular, menos abundante ou até mesmo interrompida. Até que o hipertireoidismo seja tratado, pode ser difícil engravidar.
Problemas de pele, cabelos e unhas
A sua pele deve se tornar áspera e seca e descascará prontamente. Ela tende a ser clara e suas pálpebras, mãos e pés incham. Algumas pessoas podem adquirir um tom de pele verde-amarelado com um rubor arroxeado por vasos sangüíneos proeminentes nas bochechas. Sentar-se perto do fogo pode causar o aparecimento de uma marca xadrez na pele das suas pernas. Algumas pessoas desenvolvem um problema de pele conhecido como vitiligo. O seu cabelo se torna seco e quebradiço e a parte externa das suas sobrancelhas pode desaparecer.
Transtornos do sistema nervoso
Você pode se tornar ligeiramente surdo e ter dificuldades de equilíbrio. Se os seus dedos ficam adormecidos, especialmente durante a noite, balance as mãos com força que isso deve passar.
Qual é o tratamento?
O tratamento é com a tiroxina, que está disponível no Brasil em comprimidos de 25, 50 e 100 microgramas. Normalmente, o tratamento com a tiroxina começa vagarosamente e você recebe uma prescrição para tomar uma dose diária de 50 microgramas por três ou quatro semanas, depois passa a tomar 100 microgramas diárias por mais três ou quatro meses, e depois 150 microgramas diários. Depois de três meses do início do tratamento você deve fazer uma novo exame de sangue para avaliar se é necessário um ajuste da dose. O objetivo é restabelecer níveis normais de T4 e TSH na corrente sangüínea.
As melhoras surgirão em duas ou três semanas. Você vai perder peso e notará que o inchaço ao redor dos seus olhos desaparece rapidamente, mas a sua pele e o seu cabelo podem levar de três a seis meses para se recuperarem completamente. Normalmente, você deverá se preparar para tomar tiroxina por toda a vida.
História do Caso: Queda súbita dos níveis de glicose
Jean Spencer tinha 17 anos no seu último ano de escola e planejava estudar Direito na universidade. Ela tinha diabetes desde os 11 anos e tomava injeções de insulina duas vezes por dia. O controle da sua diabetes sempre tinha sido satisfatório e a sua dose de insulina não variava muito. Ela andava intrigada, entretanto, nos últimos três meses porque parecia não precisar de tanta insulina quanto antes. Ela tinha quase desmaiado quatro vezes na escola em função dos níveis baixos de glicose no seu sangue, mas foi trazida à consciência pelo seu professor com bebidas açucaradas.

O tratamento de Jean
Examinando os níveis de açúcar do sangue, a diabética Jean verificou que os efeitos de sua dose de insulina apresentaram uma mudança. A causa provável é a hipoatividade da tireóide, que pode ser tratada com comprimidos de tiroxina.
Uma vez ela não respondeu e foi levada às pressas para o hospital, onde ficou com soro glicosado na veia até o dia seguinte. Os pais de Jean e seu professor também estavam preocupados porque ela parecia não conseguir se concentrar nas aulas e suas notas nas provas não estavam tão boas como esperado. Ela tinha, também, começado a reclamar de frio e dizer que não tinha conseguido cantar no concerto de Natal da escola porque sua voz estava rouca. Foi sua tia, que veio do Canadá para visitá-la, que notou a mudança na aparência de Jean desde a sua última visita no ano anterior. Como ela mesma tinha tido hipotireoidismo dez anos antes, sugeriu que Jean fizesse um exame de sangue. Jean está agora tomando tiroxina, como sua tia, e o nível de glicose no seu sangue voltou ao que era antes. Ela passou nos exames finais e está agora no primeiro semestre de faculdade de Direito.
Situações especiais
O nível de gordura no sangue aumenta com o hipotireoidismo e, em pessoas que têm este problema não-identificado por muito tempo, as artérias coronárias podem ficar estreitas com os depósitos de gordura em suas paredes. Uma quantidade insuficiente de sangue no coração, especialmente durante o exercício físico, pode causar dor no meio do peito, um sintoma de angina.
O tratamento com a tiroxina pode piorar a angina, por isso, quem tem este problema deve começar com uma dose mais baixa e aumentá-la mais lentamente do que o usual. Pode ser necessário fazer uma operação para melhorar o fluxo sangüíneo através das artérias coronárias antes ou depois do início do tratamento com a tiroxina. A dosagem de tiroxina também precisa ser cuidadosamente monitorada durante a gravidez.

O hipotireoidismo temporário
Geralmente, não é preciso continuar com o tratamento com a tiroxina por toda a vida. Contudo, se você desenvolve o hipotireoidismo nos primeiros três ou quatro meses depois do tratamento cirúrgico ou com iodo radioativo para a doença de Graves, ele pode ter curta duração e você pode não precisar de tratamento algum. O mesmo vale para o hipotireoidismo que ocorre como uma complicação da tireoidite pós-parto ou a tireoidite de Quervain.

Hipotireoidismo leve
A maioria dos clínicos vai solicitar um exame de sangue mesmo nos casos em que há apenas uma suspeita de problemas de tireóide. Anormalidades menores são geralmente detectadas em pacientes que consultam seus médicos por causa de uma variedade de sintomas vagos, como cansaço, ou em pessoas que têm uma história familiar de doença auto-imune.
O achado mais comum é uma combinação de baixos níveis de T4 com um TSH elevado, conhecida entre os médicos como hipotireoidismo subclínico. Sabe-se que 20% destas pessoas irão desenvolver um hipotireoidismo mais evidente a cada ano. Por esta razão, é prática comum "cortar o mal pela raiz" e prescrever a tiroxina quando a anormalidade já foi detectada mais de uma vez. Este tratamento pode não trazer nenhuma mudança dramática para o indivíduo em questão, mas a medicina preventiva é melhor do que a cura.
Problemas relacionados às medicações
O carbonato de lítio, que é amplamente utilizado para depressão, pode causar bócio e hipotireoidismo. Quando, como geralmente acontece, o indivíduo precisa continuar tomando o carbonato de Lítio, é necessário tratamento contínuo com a tiroxina.
A amiodarona, que é utilizada para o tratamento de certas irregularidades cardíacas, pode não só causar hipotireoidismo, mas também hipertireoidismo, por isso aqueles que tomam esta medicação deverão fazer exames de sangue periódicos para a tireóide.
Pontos centrais
•O hipertireoidismo geralmente se desenvolve lentamente, e os sintomas tendem a ser vagos em princípio.
•O seu clínico-geral vai poder confirmar o diagnóstico com um simples exame de sangue.
•O tratamento é com comprimidos, os quais você provavelmente terá que tomar pelo resto da vida.
•Alguns indivíduos que têm hipotireoidismo há anos podem ter dor no peito causada por angina e, como a tiroxina agrava o problema, a dose deverá ser monitorada com cuidado. Se você já tem angina quando o seu problema de tireóide foi descoberto, o seu tratamento vai ser adaptado de acordo com isso.
•Se o seu exame de sangue é apenas ligeiramente anormal, você pode receber um tratamento preventivo com a tiroxina.

Fonte: Revista ISTOÉ - Guia da Saúde Familiar - Volume 15 - 02/2002

Porque é que as pessoas diabéticas devem ter um cuidado especial com os pés?



Porque é que as pessoas diabéticas sofrem com maior freqüência de problemas nos seus pés?
Quais são os diabéticos que estão em maior risco de ter problemas graves nos pés?
Como se pode fazer a prevenção das lesões dos pés no doente diabético?
Que cuidados deve um doente diabético prestar diariamente aos seus pés?
Que tipo de calçado é aconselhado a um diabético?
As variações da temperatura podem afetar os pés do diabético?
Porque é que as pessoas diabéticas devem ter um cuidado especial com os pés?
"A diabetes é uma doença crônica que resulta de um deficiente aproveitamento do açúcar pelo organismo, levando à sua acumulação no sangue (hiperglicemia). Os doentes diabéticos estão em maior risco de sofrer diferentes tipos de complicações associadas à doença, sendo freqüentes os problemas com os pés, como infecções, úlceras ou gangrena, que podem levar à amputação de um ou mais dedos, do pé ou da perna.
Uma observação cuidadosa e regular dos pés, acompanhada de alguns cuidados diários e vigilância médica periódica podem evitar e corrigir atempadamente estes problemas."
Porque é que as pessoas diabéticas sofrem com maior freqüência de problemas nos seus pés?
"As causas de problemas nos pés dos doentes diabéticos são três e decorrentes da própria doença: neuropatia (lesão das terminações nervosas causando alterações motoras e da sensibilidade), alterações circulatórias e diminuição da resistência às infecções.
Devido à diminuição da sensibilidade causada pela neuropatia diabética, os doentes têm maior dificuldade no reconhecimento dos traumatismos do pé, com agravamento das lesões na ausência de tratamento adequado; por outro lado, as alterações motoras da neuropatia, com diminuição do tônus muscular causam deformações nos pés, aumentando a sua susceptibilidade aos traumatismos.
As alterações da circulação com diminuição do aporte de sangue aos pés, além de causarem dor e modificação da cor, temperatura e espessura da pele, fragilizando-a, vão dificultar a cicatrização das feridas e a cura das infecções por falta de oxigênio e de nutrientes necessários à reparação dos tecidos lesados.
A dificuldade em identificar precocemente a presença de feridas ou infecções devido às alterações da sensibilidade vai ser agravada pela diminuição da resistência às infecções, atrasando ainda mais o processo de recuperação e cura."
Quais são os diabéticos que estão em maior risco de ter problemas graves nos pés?
"Há alguns fatores que são pré ditores do risco de um diabético sofrer de ulceração, gangrena ou amputação dos pés. Assim, podem estar associados a um risco aumentado destas complicações as situações seguintes:
1. diabetes com mais de dez anos de evolução
2. sexo masculino
3. mau controle da diabetes (níveis de glicemia persistentemente elevados)
4. neuropatia periférica (lesão dos nervos periféricos com alteração da sensibilidade térmica, dolorosa e táctil, perdendo-se a proteção que a sensibilidade confere contra os traumatismos).
5. deformações dos pés (joanetes, alterações do tônus,etc.)
6. calosidades ou zonas de pressão, com inchaço e vermelhidão.
7. história anterior de ulceração dos pés ou amputação
8. doença das unhas com deformação significativa
9. coexistência de complicações cardiovasculares (hipertensão arterial, enfarte de miocárdio), dos olhos (retinopatia diabética) ou dos rins (insuficiência renal)
10. história de consumo de tabaco."
Como se pode fazer a prevenção das lesões dos pés no doente diabético?
"A prevenção das lesões dos pés pode ser feita através de cuidados gerais que retardam o aparecimento da neuropatia e das alterações circulatórias, e de cuidados especiais e regulares com os pés, de forma a corrigir as situações de risco e tratar precocemente as lesões identificadas.
Os cuidados gerais visam o controle adequado da diabetes, mantendo níveis de glicémia (açúcar no sangue) tão próximos quanto possível do normal, através de estilos de vida saudáveis, alimentação equilibrada, bom controle do peso corporal, prática regular de exercício físico e cumprimento da medicação, bem como abandono do consumo de tabaco para diminuir os problemas circulatórios.
Os cuidados especiais com os pés consistem na observação anual pelo médico ou outro técnico de saúde (com maior freqüência nos indivíduos com vários fatores de risco para terem problemas com os pés) e no cuidado diário a prestar pelo próprio para evitar o aparecimento de lesões.
O doente diabético deve ser informado da importância do exercício físico diário, dos cuidados a prestar aos pés incluindo as unhas e a pele e da necessidade de usar calçado apropriado.
Os diabéticos com diminuição da visão ou incapacidade motora devem ter o apoio de um familiar ou de outro prestador de cuidados para a higiene diária dos seus pés."
Que cuidados deve um doente diabético prestar diariamente aos seus pés?
"A observação e higiene dos pés deve fazer parte da rotina diária do diabético.
1. Observação:
O diabético deve observar diariamente o aspecto dos seus pés, pesquisando zonas de pressão (zonas vermelhas, inchaços ou calosidades), feridas, lesões da pele ou das unhas. Para auxiliar a observação da planta dos pés poderá ser útil a utilização de um espelho de plástico ou a colaboração de um familiar.
2. Higiene:
Os pés devem ser lavados com água morna, testando a temperatura da água com um termômetro ou com o cotovelo para evitar o risco de queimaduras se a sensibilidade dos pés já estiver alterada. Após a lavagem, os pés devem ser cuidadosamente secos sem esfregar, para não lesar a pele, dando particular atenção aos espaços entre os dedos onde os restos de umidade favorecem o aparecimento de micoses (infecções por fungos).
3. Hidratação:
Após a lavagem os pés devem ser massageados suavemente com um creme gordo ou loção hidratante aplicado no dorso e planta dos pés, evitando os espaços entre os dedos que se devem manter bem secos.
4. Cuidados com as unhas:
As unhas devem ser cortadas semanalmente depois de lavar e secar bem os pés. Para evitar o risco de ferimentos deve ser utilizado um corta unhas ou uma tesoura de bicos redondos e as unhas devem ser cortadas a direito, sem fazer cantos, para que não encravem.
Se as unhas tiverem alterações da cor, da espessura ou estiverem encravadas, devem ser observadas pelo médico.
As pessoa com diminuição da visão devem pedir auxílio para cortar as unhas.
5. Tratamento dos calos:
As calosidades do pé devem ser observadas pelo médico.
Se se trata de um espessamento da pele, como acontece nos calcanhares, pode amaciar-se a pele com uma pedra pomos, usada regularmente de forma suave pra não ferir. Os calos devem ser tratados por um especialista em cuidados com os pés (podologista), nunca devendo ser removidos com lâminas ou calicidas devido ao risco de ulceração da pele e aparecimento de infecções."
Que tipo de calçado é aconselhado a um diabético?"O doente diabético deve andar sempre calçado para proteger os seus pés do risco de ferimentos.
Para reduzir o risco de problemas nos pés os sapatos devem ser confortáveis, com espaço suficiente para alojar comodamente os dedos sem criar zonas de pressão e confeccionados num material que deixe o pé respirar (pele). Os sapatos de tipo desportivo em pele e com zonas almofadadas ou ortopédicos são habitualmente adequados. São contra indicados os sapatos com biqueira fina, que apertam os dedos, com saltos altos que causam deformações no pé ou em material plástico que aumentam a temperatura do pé e o risco de infecções por fungos.
Os sapatos devem ser utilizados sempre com meias sem costuras e sem elásticos que interferem com a circulação. Os doentes que têm deformidades dos pés ou neuropatia podem ter indicação de usar sapatos ortopédicos feitos por medida e sob orientação médica."
As variações da temperatura podem afetar os pés do diabético?
"Podem. Se o doente diabético sofre de alteração da sensibilidade que interfere com a sua capacidade de identificar variações da temperatura, deve adotar alguns cuidados para sua proteção.
Assim, se tem frio no Inverno pode usar meias para dormir, mas não deve colocar sacos de água quente ou cobertores elétricos na cama ou ficar junto de radiadores, porque agravam os problemas de circulação e aumentam o risco de queimaduras.
Na praia e noutros locais em que o chão possa estar quente deve usar calçado adequado para evitar o risco de se queimar devido á diminuição da sensibilidade."

Autora: Drª Ana Ferrão
Fonte: www.medicoassistente.com

Enxaqueca



A enxaqueca é um dos tipos de cefaléia (dor de cabeça). A localização da dor normalmente é de um lado da cabeça, às vezes, dos dois. Os fatores mais freqüentes que podem iniciar uma crise são:
Alimentos e bebidas:
- queijos amarelos envelhecidos;
- frutas cítricas (principalmente laranja, limão, abacaxi e pêssego);
- banana (principalmente d’água);
- lingüiças;
- salsichas e alimentos de coloração avermelhada, em conserva;
- frituras e gorduras;
- chocolates;
- café, chá e refrigerantes a base de cola;
- aspartame (adoçante artificial);
- glutamato monossódico (tipo de sal usado como intensificador de sabor, principalmente em comida chinesa);
- vinhos (principalmente o tinto);
- cervejas e chope.
Hábitos alimentares e sono:
- ficar mais de 5 horas seguidas sem se alimentar;
- dormir mais ou menos do que o de costume.
Variações bruscas de temperatura e umidade do ar:
- a entrada em ambientes frios, estando antes em ambiente quente e vice-versa;
- ingestão de líquidos gelados com o organismo aquecido ou suando muito.
Fatores emocionais e estresse
Menstruação e fatores hormonais:
- é muito comum em mulheres portadoras de enxaqueca apresentarem dor nas fases pré, durante ou após a menstruação;
- muitas mulheres têm as crises pioradas a partir do momento que iniciam o uso de anticoncepcionais orais;
- na menopausa, muitas mulheres melhoram espontaneamente e voltam a piorar quando iniciam a reposição hormonal.
Tratamento:
Somente o médico pode dizer qual a melhor medicação para quem sofre de enxaqueca, mas as crises podem ser reduzidas evitando-se os fatores desencadeantes.
O que fazer quando estiver em crise?
- esteja sempre preparado; os portadores devem ter a medicação para as crises sempre à mão;
- em caso de dor intensa, procure um local fresco e escuro para recostar, mas não deite;
- coloque gelo sobre as áreas doloridas;
- tome o medicamento recomendado pelo seu médico, mas nunca mais de duas vezes por semana;
- beba muita água e coma moderadamente;
- descanse.

IMPORTANTE
•Somente um médico pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As
•informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo.

Fonte:
- Ministério da Saúde e Confederação Nacional dos Transportes.

Queimadura


O que fazer em situações de queimaduras?
Queimadura é toda lesão provocada pelo contato direto com alguma fonte de calor ou frio, produtos químicos, corrente elétrica, radiação, ou mesmo alguns animais e plantas (como larvas, água-viva, urtiga), entre outros. Se a queimadura atingir 10% do corpo de uma criança ela corre sério risco. Já em adultos, o risco existe se a área atingida for superior a 15%.
Tipos de queimaduras:
- Queimaduras térmicas: são provocadas por fontes de calor como o fogo, líquidos ferventes, vapores, objetos quentes e excesso de exposição ao sol;
- Queimaduras químicas: são provocadas por substância química em contato com a pele ou mesmo através das roupas;
- Queimaduras por eletricidade: são provocadas por descargas elétricas.
Quanto à profundidade, as queimaduras podem ser classificadas como:
- 1º grau: atingem as camadas superficiais da pele. Apresentam vermelhidão, inchaço e dor local suportável, sem a formação de bolhas;
- 2º grau: atingem as camadas mais profundas da pele. Apresentam bolhas, pele avermelhada, manchada ou com coloração
variável, dor, inchaço, despreendimento de camadas da pele e possível estado de choque;
- 3º grau: atingem todas as camadas da pele e podem chegar aos ossos. Apresentam pouca ou nenhuma dor e a pele branca ou carbonizada.
Primeiros socorros:
Colocar a parte queimada debaixo da água corrente fria, com jato suave, por, aproximadamente, dez minutos. Compressas úmidas e frias também são indicadas. Se houver poeira ou insetos no local, mantenha a queimadura coberta com pano limpo e úmido.
No caso de queimaduras em grandes extensões do corpo, por substâncias químicas ou eletricidade, a vítima necessita de cuidados médicos urgentes.
- Nunca toque a queimadura com as mãos;
- Nunca fure bolhas;
- Nunca tente descolar tecidos grudados na pele queimada;
- Nunca retire corpos estranhos ou graxa do local queimado;
- Nunca coloque manteiga, pó de café, creme dental ou qualquer outra substância sobre a queimadura – somente o médico sabe o que deve ser aplicado sobre o local afetado.

IMPORTANTE
•Somente um médico pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As
•informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo.

Fonte:
- Ministério da Saúde e Confederação Nacional dos Transportes.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Rosca folhada

foto ilustrativa


Ingredientes:
•15 g de fermento biológico
•1/3 xícara de chá de açúcar
•1 colher de chá de sal
•1 xícara de chá de leite morno
•1 colher de chá de casca de limão ou laranja ralada
•2 ovos
•¼ xícara de chá de margarina derretida
•4 xícara de chá de farinha de trigo.

Modo de preparo:

Em um recipiente dissolva o fermento, o açúcar, o sal no leite deixando descansar 15 minutos. Em seguida acrescente a casca do limão, os ovos,a margarina e a farinha de trigo amassando bem até obter uma massa lisa e macia. Deixe descansar 1 hora. Abra a massa num retângulo de 55 por 40 cm, espalhe o recheio. Enrole como rocombole no sentindo comprimento. Com uma faca corte o rolo no sentido do comprimento e divida casa parte em dois. Faça uma trança com cada duas metades de forma que o recheio fique para cima. Coloque em assadeira deixando crescer novamente por 30 minutos. Leve para assar em forno moderado 180ºC. Depois de pronto e fria pincela com geléia ou polvilhe açúcar de confeiteiro.

Modo de prepara

•100 g de amêndoas moídas sem pele
•150 g de nozes moídas
•2 claras
•1/3 xícara de chá de açúcar
•1 colher de chá de canela em pó
•Geléia de damascos ou açúcar de confeiteiro

Recheio – Ingrediente

•100 g de amêndoas moídas sem pele
•150 g de nozes moídas
•2 claras
•1/3 xícara de chá de açúcar
•1 colher de chá de canela em pó
•Geléia de damascos ou açúcar de confeiteiro

Modo de preparo:
Ferva um pouco de água e deixe as amêndoas de molho durante 3 minutos.
Em seguida escora a água e retire a pele. Misture as amêndoas e as nozes já moídas, as claras, o açúcar e a canela. Aplique a seguir.

2 unidades
2 horas